segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lina- 31 de Janeiro


Pensei e repensei se deveria ou não falar sobre este assunto que é sempre tão desgostoso para todos nós e acho que vale a pena. A Lina merece que não nos esqueçamos dela.

Penso que por tal motivo se deva fazer um momento de reflexão e silêncio em sua homenagem.

É uma pena que a vida de uma pessoa tão jovem, que ainda tinha tanto para dar, para viver, termine assim depois de tanto sofrimento.
Às vezes perdemos tanto tempo da nossa vida a preocupar-mo-nos com ninharias que nos esquecemos de apreciar a vida, a família, os amigos. Quantas e quantas vezes não temos um gesto de carinho, ternura para com quem gostamos. Uma palavra amiga, um simples "Gosto muito de ti".
É que às vezes basta um segundo e perde-se tudo, depois ficamos a pensar o que ficou por dizer, por fazer....
Às vezes pode ser tarde demais, neste caso nenhum de nós (com muita pena e uma enorme tristeza), já nada podemos dizer à Lina. De certeza que se pudéssemos, todos teríamos muitas coisas para dizer, muitas palavras ficaram para trás, esquecidas!
Não voltaremos a ver o seu sorriso, a sentir a sua alegria, a ter a sua presença perto de nós. Na oração, nas festas, nos cafés... Na nossa Associação vai sempre sentir-se um grande vazio que era preenchido pela sua presença.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A arte de calar


"Alguns calam-se por timidez, outros por lhes faltarem as palavras, há ainda os que se calam para ouvir melhor. Há também os que se calam por se reconhecerem diante de um mistério. Enfim, há sempre um ou outro motivo que oriente o acto de calar, no entanto, mais do que se possa imaginar, o silêncio é pleno de significado e está sempre comunicando algo e enviando uma mensagem. O acto de "calar" é um comportamento que comunica, pois, ao contrário do que se possa pensar, é impossível ao ser humano não comunicar, inclusive no silêncio. Tanto um grande e eloquente discurso, como uma greve de silêncio, passam uma mensagem. O acto de falar e o de calar precisam um do outro, pois quem fala quer ser ouvido, e para ouvir é preciso calar. Alguém que se cala diante de um outro que fala pode assumir este comportamento por diferentes razões, como: "interesse pelo assunto", "timidez", "fuga de conflitos", "falta de disposição para a conversa" etc. Se o formos perspicazes e atentos a esta mensagem que nos passa o ouvinte, poderemos assumir um novo comportamento, se percebermos que isso nos convém. O silêncio não é ausência, mas plenitude de comunicação. Devemos evitar o silêncio negativo do mau-humor, da agressividade, do desgosto, da raiva. É um silêncio que não agrada a a ninguém. O silêncio só é válido quando é escuta, amor. Quando é amor, o silêncio fala. Quando é desamor, o silêncio agride. Arrisquemo-nos, pois, nesta arte de calar por amor. Mesmo se até hoje demos motivos não muito positivos ao acto de calar, é sempre tempo de recomeçar!"

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Avançar


Na vida é impossível parar. Mesmo quando decidimos não avançar, a vida avança. E às vezes temos mesmo a impressão que ela corre. E nesse nosso viver, encontramos diariamente caminhos na nossa frente. Em cada situação há sempre uma opção de estrada. Escolhemos então a mais longa, mais curta, mais fácil, mais difícil... somos guiados por vontades, necessidades, coração, emoções... e na verdade nem sempre sabemos onde nos conduzirá a nossa escolha. E é preciso a cada dia, cada passo, seguir e assumir. Ninguém, ninguém mesmo pode ou deve ser responsável pelas nossas escolhas. E mesmo se damos ouvidos a um amigo, aos pais, a escolha final e responsabilidade final sempre será nossa. Muitas vezes sofremos porque escolhemos caminhos errados. E sabemos que não há volta para as caminhadas da vida, mas sempre teremos a opção de dirigir nossos passos para direções diferentes. E então uma nova escolha se dá. Com todos os riscos possíveis. Amar alguém, sentir amizade por alguém, não é uma escolha. Pelo menos não voluntária, da nossa mente. Do coração, eu diria, pois não temos controle, não podemos negar sentir essa amizade. Mas podemos decidir seguir essa amizade. Isso também é uma escolha, um caminho. O importante é não parar. Li uma vez que "água estagnada apodrece" e penso que ninguém gostaria de viver como água estagnada. Devemos ser como as águas dos rios, correndo sempre em alguma direcção, regando flores que nascem ao nosso lado, matando sede de pássaros e homens, desembocando em grandes mares. E assim segue nossa vida...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dúvidas



Para onde nos leva a vida? Que caminhos devemos seguir? Que opções devemos tomar? Deveremos ser conduzidos, ou antes não nos deixar levar?
Tantas são as perguntas e tão poucas são as respostas... vivemos muitas vezes numa dúvida indefinida, numa dimensão perdida. Sentimos, ouvimos, lutamos por causas muitas vezes perdidas. Recusamos olhar em volta, vivemos trancados num mundo injusto e, acomodados, agarrados ao ontem, temendo o amanhã!
Tantas são as escolhas, tantas as falhas, tantas as injustiças, tantas são as lutas que diariamente temos que travar, e para quê? Preciso de tudo isto para me encontrar? No final, vou olhar para trás e perguntar: os sonhos consegui realizar?
A vida nem sempre é fácil, a estrada nem sempre é a direito e, nem sempre se mostra...mas se ouvirmos o coração, se acreditarmos, se aprendermos a amar, talvez consigamos, mesmo com duvidas, avançar!