domingo, 12 de setembro de 2010
A estrada de volta à casa
Existem factos, acontecimentos que jamais iremos compreender.
Procuramos justificativas, questionamos....
Apenas não devemos medir o amor de Deus.
Tudo tem um fundamento no céu e na terra.
Um destino, não obstante o arbítrio.
Vivemos num mundo com tristezas, dores contínuas...
A felicidade é a meta, mas sentimos a dor, para entender o fim de ser feliz, de sentir a paz, de sonhar com as coisas realmente valiosas da vida: pequenos detalhes.
Senhor,
Olha por todos os que sofrem neste momento, acalma o coração, dá coragem e firmamento.
São tantas estradas, desertos de alma.
Ajuda os Teus filhos no caminhar.
Aumenta a nossa fé, que ousa em falhar!
As nossas mãos são fracas, precisam de sustentação.
Coloca a Tua destra sobre nós e ajuda-nos!
Queremos Te seguir sem olhar para trás.
Amem
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Avivamento
Um verdadeiro avivamento vai além.
Ultrapassa os limites do conhecimento humano, da razão natural. Rompe as barreiras da fé
É A alegria em poder servir.
É uma sincera vontade de orar, em qualquer lugar.
É contar as horas para o encontro com Deus na Oração, e entristecer quando acaba.
É praticar a Palavra de Deus.
É viver com e em amor com o próximo.
É querer ficar pertinho de Deus, na intimidade com Ele.
"No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela "cultura do Pentecostes", a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: "Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!"." (João Paulo II).
"Pentecostes é uma graça constitutiva do grande mistério pascal. Faz parte dele. Isto é, sem o dom do Espírito – sua efusão –, dado como cumprimento da promessa de Deus para estar "com" os homens e "nos" homens (diferentemente do modo como Ele estivera presente no mundo até o dia de Pentecostes), a graça da salvação realizada por Cristo na Sua missão, não avançaria... "Sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo" (Santo Irineu).
Este é o clamor contido no coração do verdadeiro adorador. Um regresso à santidade por meio do arrependimento sincero, verdadeiro e modificador.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Ser Capaz
"O ser humano torna-se grande quando é capaz de percorrer caminhos:
-Em busca de sabedoria
-Em busca de metas
Ao tornar sábio, ter o discernimento para separar:
-O certo do errado
-O bem do mal
Ao buscar metas, não matar dentro de si as perspectivas:
-De crescer
-De ser valorizado
Ao tornar-se grande, o ser humano precisa de perseguir:
-O sonho
-A utopia
Ao perseguir o sonho e a utopia, deve fazê-lo:
-Acreditando que o amanhã virá, mesmo que o hoje esteja dizendo o contrário!"
Publicado no Recanto das letras em 29/07/2006
Código: T204744
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Gente
"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
(...)
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente".
"Quando a vida nos proporciona «paragens», «silêncios», «viagens» no tempo e na história, facilmente nos confrontamos com verdades.
Com efeito, quando a vida é um coleccionar de coisas banais e vulgares, quando viver é deixar acontecer, pura e simplesmente, demitindo-nos de protagonizar sentimentos, projectos, sonhos, não é difícil sentirmo-nos vazios, ocos, desprovidos de sentido, de essencial...
Quando não temos medos de olhar o passado, mais ou menos recente, claramente podemos reconhecer que, verdadeiramente «há gente que fica na história da história da gente». E essa experiência, essa possível saudade, é benéfica, positiva e salutar.
Necessariamente para alguém crente, advém depressa a dimensão da gratidão. Gratidão por Deus ter colocado nos nossos caminhos, nas nossas histórias, «gente que fica na história da história da gente».
Muitas, poucas, suficientes, que importa?
Uma que fosse, uma única vida que fosse, que possamos recordar, que sintamos que marcou definitivamente a nossa história pessoal, já valeu a pena esse encontro, mesmo que presseguido por um qualquer desencontro, mais ou menos demorado.
Gente que nos fez acreditar, gente que nos apontou caminhos e metas, gente que por nós e connosco sorriu, chorou, sonhou, gente que nos soube abraçar no momento certo e a quem pudemos abraçar com carinho, ternura, amizade, cumplicidade... Gente que ficou na história da gente.
Gente que criou em nós e nós neles emoções, sentimentos, esperanças, gargalhadas, pureza de coração, ousadia de atitudes, gente «que marcam a alma e a vida da gente».
Homens e mulheres, crianças, jovens, rostos concretos que cabem no meu coração.
Histórias bonitas de gente que me ensinou - e ensina - que o amor - nas suas múltiplas traduções - são o mais belo tesouro que podemos almejar possuir para poder depois partilhar. Histórias de gente que passou e passa neste coração e que me deixam desassossegado na medida em que incentivam à descoberta e redescoberta desse mesmo amor como pêndulo de equilibrio na minha própria vida.
Gostaria - mas jamais o posso fazer - de aqui deixar nomes, histórias, rostos, episódios, sonhos, lágrimas, sorrisos, afinal, «gente que fica na história da história» desta gente que também sou.
Creio, creio nessa humanidade, nessas gentes que fazem do amor, da verdade, dos sentimentos, da amizade verdadeira, hinos à existência, razões de suspirar cada segundo da vida...
A essa «gente que fica na história da história da gente», esta noite, gostava de a presentar com um abraço apertado, firme, forte, segregando-lhes aos ouvidos: «gosto de ti, preciso de ti»."
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