É possível ver a palha que se encontra no olho do outro, tantas vezes a vemos, mas somos incapazes de ver a trave que se encontra no nosso. É a desproporção total, a agudeza de olhar para ver o outro e a quase cegueira para nos vermos a nós.
Desta forma e ainda que vejamos a palha do olho do outro estamos tão cegos como quando não vemos a nossa trave, estamos incapacitados para ver, porque só a visão e o reconhecimento da nossa trave ocular permite a verdadeira visão da palha do olho do outro.
É necessário conhecer a nossa trave, a nossa condição pecadora ou infiel e por isso Jesus nos remete para a missão primeira de retirarmos a nossa trave para podermos tirar a palha que se encontra no olho do outro. Aí sim, haverá proporção de visão porque teremos presente a insignificância da palha face à trave e poderemos questionar-nos se há no olho do outro uma palha ou se era apenas o reflexo da nossa trave. Quantas vezes a palha do olho do outro é um reflexo da nossa trave ignorada ou rejeitada.



