sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Mãos Seguras
Segurar a mão de alguém parece um gesto simples, mas é muito mais do que um interligar de dedos ou mãos. As mãos são uma parte essencial do corpo. Com as mãos constrói-se, alimenta-se, segura-se, cumprimenta-se, toca-se, luta-se, são como ferramentas do corpo humano. Segurar a mão de outra pessoa, especialmente quando treme, quando mostra insegurança, é forçar uma pausa, é congelar um momento. Segurar a mão de alguém é ligarmo-nos a outro ser momentaneamente, é entrelaçar a nossa vida com outra, é uma promessa, um compromisso, é uma demonstração de que não tem que enfrentar o mundo sozinha, que nós estamos com ela, que tomámos o mesmo caminho. É um gesto tão natural como o sentimento que o impulsiona. Segurar outra mão é unirmo-nos numa pausa individual, é uma forma de afecto, como o beijar, o abraçar, o amor… muitas vezes é isso mesmo, o beijo ou o abraço que não nos atrevemos a pedir ou a dar, ou simplesmente o amor. Este acto, este entrelaçar dedos como se entrelaçam as linhas da manta que nos aquece e reconforta, transforma-nos, mas as suas verdadeiras intenções têm sido tão banalizadas que fugimos dele… quando é nele que nos queremos encontrar. Temos tanto medo de sentir as nossas mãos seguras…
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Amor incondicional
É tão divino que o ser humano tem dificuldades até na compreensão desta expressão.
É o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego. É dar valor ao que se tem valor, é não ficar preso às palavras, gestos, factos, situações emocionais. E revelar com compaixão as mágoas, injustiças, decepções vividas no nosso dia a dia. Compreendendo tudo isso é muito pequeno comparado a grandeza da alma com a grandeza da vida.
Caminhar fazendo a nossa parte, respeitando o nosso próximo como a nós mesmo e, tendo a certeza de que tudo é passageiro, transitório e que estamos numa pequena viagem já é um grande passo.
Devemos manter a nossa mente em vibrações de amor procurando sempre visualizar a nossa meta em comunhão com a vida vivenciando o amadurecimento da nossa alma para podermos atingir a consciência maior, a lucidez da vida.
A verdadeira felicidade é termos a capacidade de expressar o amor respeitando o nosso próximo.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Um olhar contemplativo para Maria
"Eu gostaria de dirigir um olhar contemplativo para Maria, da forma como ela é descrita nos Atos dos Apóstolos, quando nascia a Igreja. No início deste escrito neotestamentário, que apresenta a vida da primeira comunidade cristã, Lucas, após ter citado os nomes dos Apóstolos, um a um, afirma: "Todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus, e os irmãos dele." (Isto é, os primos de Jesus.) (At 1, 14)
Neste quadro a pessoa de Maria se destaca, como sendo a única que, além dos Apóstolos, é chamada pelo nome: ela representa um rosto da Igreja, diferente e complementar àquele, ministerial ou hierárquico. Efetivamente, a frase de Lucas relata a presença de algumas mulheres no Cenáculo, mostrando, desta forma, a importância da contribuição da mulher na vida da Igreja, desde os seus primórdios.
Esta presença está estreitamente ligada à perseverança da comunidade, na oração e na concórdia. E estes traços exprimem, com perfeição, dois aspectos fundamentais da contribuição específica da mulher na vida eclesial. Os homens, em geral, mais voltados para as atividades externas, necessitam da ajuda da mulher para serem reconduzidos às relações pessoais e para progredirem no caminho que leva à união dos corações. Maria assume, de modo eminente, esta missão da mulher. Quem melhor do que Ela nos estimula à persistência na oração? Quem melhor do que ela é capaz de promover a concórdia e o amor?"
Beato João Paulo II
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
13 de Outubro
Santíssima Virgem, que na Cova da Iria vos dignastes
aparecer aos três humildes pastorinhos e lhes revelaste os tesouros de graças contidos na reza do Terço, incuti profundamente na nossa alma o devido apreço em que devemos ter por esta devoção, para Vós tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção, aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos as graças... que vos pedimos nesta devoção, se forem para maior glória de Deus, honra vossa e salvação de nossas almas. Amém.
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