segunda-feira, 8 de abril de 2013

Quando...




“Filho meu ! 

QUANDO, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas; 

QUANDO te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que, em torno, a indiferença recrudesce, acerca-te de mim: eu sou a LUZ, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos; 

QUANDO se te extinguir o ânimo para arrostares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: eu sou a FORÇA capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo; 

QUANDO, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: eu sou o REFÚGIO, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranquilidade para o teu espírito; 

QUANDO te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: eu sou a PACIÊNCIA, que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar das situações mais difíceis; 

QUANDO te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por mim: eu sou o BÁLSAMO que te cicatriza as chagas e te minoram os padecimentos; 

QUANDO o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: eu sou a SINCERIDADE, que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e à nobreza de teus ideais; 

QUANDO a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por mim: eu sou a ALEGRIA, que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior; 

QUANDO, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim: eu sou a ESPERANÇA, que te robustece a fé e te acalenta os sonhos; 

QUANDO a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: eu sou o PERDÃO, que te levanta o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito; 

QUANDO duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o cepticismo te avassalar a alma, recorre a mim: eu sou a CRENÇA, que te inunda de luz o entendimento e te habilita para a conquista da Felicidade; 

QUANDO já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de mim: eu sou a RENÚNCIA, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo; 

E QUANDO, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Eu sou a dinâmica da vida, e a harmonia da Natureza: chamo-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito. 

Estende-me, pois, a tua mão, ó alma filha de minh’alma, que eu te conduzirei, numa sequência de êxtases e deslumbramentos, às serenas mansões do Infinito, sob a luz brilhante da Eternidade. “

quinta-feira, 28 de março de 2013

Significado espiritual do lava-pés.



        O gesto do lava- pés transforma as relações de domínio em relações de serviço, supera as rupturas e divisões criando relações de aliança, invertendo o comportamento egoísta em atitude altruísta. Jesus fez de sua vida um grande lava-pés. Seu jeito de amar e respeitar as pessoas, de ser irmão e servidor, de doar-se aos outros, de entregar sua vida pela salvação do mundo, é um lava-pés existencial.
         Pelo lava-pés os inimigos se tornam amigos e o outro é respeitado como irmão, amigo e companheiro. Ninguém é espezinhado, pelo contrário, é colocado de pé caso tenha caído. Estar aos pés de quem caiu, fracassou, faliu é um verdadeiro lava-pés. Isso tudo cura os pés feridos.
         Encurtar distância, vencer diferenças, superar divisões, socorrer as vítimas da injustiça é lavar os pés dos outros, até que ninguém mais seja chutado, pisoteado pelo abuso do poder, pela vingança, pelo orgulho. Tem os pés sujos que alimenta ódio, raiva, crueldade. O lava-pés nos faz peregrinos na direção do irmão e dá a coragem para o diálogo, o perdão, a reconciliação. Cai a discriminação, o racismo, a exclusão, a mentalidade de privilégios, de classe e de superioridade.
         Lava-pés é acolhimento, hospitalidade, aceitação dos outros, voluntariado, altruísmo, solidariedade.
 É optar pela misericórdia, pela compaixão, pela comunhão. Num ambiente de discórdia, divisão, brigas, indiferença pelos pobres, não se deve celebrar a eucaristia. Na lógica do lava-pés o outro é o centro e digno de ternura, respeito, consideração. Jesus inclinando-se para lavar os pés explicou de forma inequivocável o sentido da Eucaristia. O amor fraterno é a prova da autenticidade das nossas celebrações eucarísticas.
         O lava-pés é o poder da ternura. Violência é fraqueza e derrota. Ou vivemos todos como irmãos, ou morreremos todos como loucos. Quem se inclina para lavar os pés eleva-se diante de Deus. É superada a relação senhor - escravo, pela relação de igualdade e aliança. Lava-pés é despir-se do poder e revestir-se de humildade, desamarrar as sandálias para dar alívio aos sofredores.
         Lava-pés é ir ao outro, ao povo, ao pobre, ser companheiro de viagem. Os pés fazem a gente enxergar melhor, lá onde estão nossos pés, nossos olhos se abrem. Na escola do lava-pés superamos as atitudes de pretensão, competição, arbítrio, inveja, difamação e nos tornamos samaritanos querendo o bem dos outros, sofrendo a dor deles, carregando seus fardos, defendendo seus interesses.
         Lava-pés é libertação do narcisismo, da arrogância, da presunção, das gratificações e aparências. Acontece assim o esvaziamento de nós mesmos e a elevação dos outros. Saberemos exultar de alegria pelo sucesso alheio e jamais prejudicaremos a alguém. Seremos pessoas de tolerância.
         Lava-pés não é uma cerimônia nem uma encenação. É um jeito de viver, um estilo de vida, uma lógica do amor. Lava-pés é descer dos nossos pedestais, colocar-se na situação dos outros, tratá-los como nossos melhores amigos. A espiritualidade do lava-pés hoje se chama solidariedade, compaixão e comunhão, cujo alicerce é a humildade e espírito de fraternidade. Em outras palavras, atender bem o telefone, abrir a porta da casa, ser gentil no transito, estar do lado dos pobres etc, são verdadeiros lava-pés. Uma Igreja “casa dos pobres e escola de comunhão”, é Igreja do lava-pés. Na cultura contemporânea é mais fácil dar ponta pés que lavá-los. Todo o interesse pela vida no Planeta, é sem dúvida um moderno lava-pés.

Dom Orlando Brandes Arcebispo de Londrina

quinta-feira, 21 de março de 2013

O nosso 7º Aniversário



Este mês, a nossa Oficina de Oração Água Viva completa 7 anos, e louvamos a Deus por todas as graças recebidas  em todos estes anos.

Muitas maravilhas aconteceram e continuam a acontecer, muitas vidas foram transformadas. Quantos milagres! Quantas curas! Deus realmente tem amado este grupo.
Louvamos a Deus por todos os participantes deste Grupo em especial ao nosso querido Padre Daniel. Todos os que deram uma imensa parcela de contribuição e hoje não estão mais aqui. Aquelas que vieram muitas vezes, aqueles que vieram poucas vezes. Aqueles que perseveraram e continuam a caminhar connosco, enfim... todos, que de uma forma ou de outra se fizeram presentes.

Com certeza, formamos uma linda família em Cristo Jesus, sendo conduzida pelo Espírito Santo e tendo como fonte inspiradora; Nossa Senhora.

A festa acontecerá como sempre, na primeira quarta-feira do mês de Abril, e será um momento muito especial. Ficaremos felizes pela participação maciça do Grupo.
Que Deus nos abençoe!!

terça-feira, 19 de março de 2013

Padre Daniel, Parabéns pelo seu 15º Aniversário de Sacerdote



"Seduziste-me, Senhor, e eu deixei-me seduzir" (Jer 20,7).

Amigo, Padre Daniel
Hoje louvamos e agradecemos a Deus pelo dom de sua vida, de quem a providência divina se serviu a fim de nos permitir estar aqui para agradecer mais um ano de sua ordenação sacerdotal.
Na vida há acontecimentos e datas que não podemos esquecer e no que diz respeito à sua vocação, muito mais se torna importante fazer memória, principalmente como atitudes de acção de graças pelo dom recebido.
A nossa Associação é abençoada pela sua presença e pelo seu trabalho, sua sabedoria, e também pelos seus conselhos que sempre nos direccionaram para um caminho santo.
Padre Daniel, festejar mais um ano de sacerdócio é ter a chance de fazer novos amigos, ensinar novas lições dando cada vez mais amparo aos que buscam em si. É também amadurecer mais e olhar a sua missão de lançar as redes como uma dádiva de Deus.
Hoje compreendemos um pouco a vocação para o sacerdócio como sendo um dom divino, para o qual é preciso abrir mão de muitas coisas essenciais na vida, como a família, o conforto, os amigos... Um verdadeiro despojar-se de si mesmo para que no fim, se obtenha o tudo ofertado pelas mãos de Deus. É ser grato, estar disposto, é ser forte, destemido mesmo que o coração esteja partido pela dor, é ser rima, é ser verso, é ser Deus no universo.
Dia 19 de Março, é um dia abençoado para todos nós e principalmente para Deus, pois Ele recebeu há 15 anos o seu SIM. Por tudo isso Padre Daniel, agradecemos pelo seu contínuo zelo, dedicação e principalmente por ser este fiel amigo e pai espiritual que conduz amorosamente os nossos passos em direcção a Deus.
Pedimos a bênção de Deus e que nossa Mãe Maria Santíssima o cubra e proteja com seu Manto Celeste, e estando a frente de todas as dificuldades e obstáculos que se puserem no seu caminho.
Parabéns Padre Daniel! Amamo-lo  muito!
Estes são os sinceros votos de todos os seus: Amigos

( Oficina de Oração Água Viva )