quinta-feira, 12 de abril de 2012
A importância da Oficina de Oração.
Para que serve a Oficina de Oração ?
Quando começamos a fazer parte da nossa Oficina de Oração, sempre ouvíamos algumas perguntas do tipo: "Para que isso? Grupo de Oração serve para quê?"
Tendo em base essas perguntas, os itens abaixo abordam a necessidade que temos hoje, quanto os instrumentos vivos que Deus utiliza.
1. Motivam-se a seguirem na prática do evangelho com o mesmo objetivo de seguir sinceramente a Deus.
2. Crescer com experiências pessoais (acção de Deus perceptível na vida da pessoa) que são vividas no grupo e fora dele.
3. Fazemos amigos que querem buscar a Deus para que preencham a sede de amizade que temos.
4. Fortalecer e fazer amizades, mesmo que a pessoa não veja necessidade, o homem sempre precisa porque é um ser social e precisa sair de grupinhos fechados de amizade que nem sempre nos garantem algo bom.
E por fim.
5. Dar a vida pelo próximo, mesmo aos mais solitários que precisam de amigos, seja no grupo ou serviço, aos mais mal humorados, aos que tem pouca vida: "Dar a vida pelos irmãos, assim como Jesus".
"Sede um só corpo e um só espírito" que vai além de qualquer estrutura humana, faz com que caminhemos unidos ao passo que o Senhor chama a todos à santidade:
"sedes santos".
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Cântico de Esperança
Do fundo do abismo clamo a Ti, Senhor!
Senhor, ouve a minha prece!
Estejam Teus ouvidos atentos
à voz da minha súplica!
Se tiveres em conta os nossos pecados. Senhor, quem poderá resistir?
Mas em Ti encontramos o perdão;por isso Te fazes respeitar.
Eu espero no Senhor! Sim, espero!
A minha alma confia na sua palavra.
(Sl 129, 1-5)
terça-feira, 3 de abril de 2012
Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos? O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direcção.
O problema é que julgamos os outros segundo a nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem outras perspectivas diferentes. Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "e se eu estiver errado?" É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar.
O nosso "eu" nos cega muitas vezes. O nosso ciúme, o nosso orgulho e até, por que não, o nosso amor. Não vemos o lado do outro e nem queremos ver. E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém. E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão? Vida é partilha. E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Via Sacra- Beata Alexandrina
Prólogo
Quanto custou a Jesus a sua vida na terra !
Não foi o Horto com o Calvário
sofrimento de algumas horas:
Toda a vida de Jesus foi Horto e Calvário.
Ele crescia em idade e sabedoria,
E nele e com ele crescia a cruz.
Não se separou dela um só instante:
Nela crescia, nela sofria,
Mas sempre com sorriso e bondade.
1ª Estação :
Jesus é condenado
Pilatos entregou-Lho para ser crucificado, e eles tomaram conta de Jesus. (Jo 19, 16)
Vejo e ouço a grande multidão
Que a uma só voz, sem piedade de mim,
Grita pedindo a minha crucifixão.
As minhas orelhas ouvem gritar:
« Morra ! Seja condenado ! »
Que gritos, os da multidão!
Recebo a sentença de morte.
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo,
Como era no princípio, agora e sempre! Ámen.
2ª Estação :
Recebe a cruz
E Ele, levando a cruz às costas, saiu para o chamado lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota. (Jo 19, 17)
É tal o peso que me sinto mergulhar sob a terra.
Não carrego só a cruz, mas o mundo inteiro.
Poucos amigos... Quase só inimigos.
Glória ao Pai…
3ª Estação :
Cai pela primeira vez
Procurei, mas não havia ninguém para me auxiliar.
Fiquei espantado por não haver ninguém para me ajudar. (Is. 63, 5)
Caio sob o peso da cruz.
Parece-me que perco a vida.
Perdê-la para dar a vida a todos dá-me força.
Recomeço a caminhar.
Glória ao Pai…
4ª Estação :
Encontra a Mãe
Jesus vê a sua Mãe ali presente. (Jo, 19, 26)
Vem ao meu encontro a Mãezinha.
Olhamo-nos intensamente.
Eu caminho sempre. Ela também caminha,
Guiada pelo meu olhar
Que a feriu e lhe atraiu o coração e a alma.
Não carrego apenas a cruz, mas também a sua dor.
Glória ao Pai…
5ª Estação :
É ajudado pelo Cireneu
Quando O iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene e carregaram-no com a cruz. (Lc 23, 26)
A cada passo me parece que vou expirar.
Quero alguém que leve a cruz.
Há quem continue a levá-la não por amor mas por imposição.
Todavia eu dispenso-lhe tanto amor.
Tiram-me a cruz, mas eu sinto como se levasse sempre o seu peso.
Glória ao Pai…
6ª Estação :
Encontra a Verónica
Em verdade vos digo, sempre que fizeste isso a um destes mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes. (Mt 25, 40)
Vem ao meu encontro uma mulher que tem compaixão da minha dor.
Com que delicadeza e amor me limpa o rosto
Do suor, do sangue, do pó!
Como gostaria que se falasse deste gesto heróico!
O meu rosto e o amor do meu coração ficam impressos na tela.
Glória ao Pai…
7ª Estação :
Cai segunda vez
Ele entregou a sua vida à morte e foi contado entre os pecadores. (Is 53, 12)
A meio do caminho, grave é a queda.
Os lábios abrem-se-me em sangue
E beijam a terra na qual me firo.
Os olhares da minha alma estendem-se sobre a humanidade.
Glória ao Pai…
8ª Estação :
Encontra as santas mulheres
Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim, mas chorai por vós mesmas e pelos vossos filhos. (Lc 23, 28)
Seguem-me algumas mulheres; choram amargamente.
Olho-as com compaixão e murmuro para elas:
« Não choreis por mim, mas por vós ;
chorai as vossas culpas: são as causas das minhas dores ».
Glória ao Pai…
9ª Estação :
Cai terceira vez
Reduziste-me ao pó da terra, estou cercado por matilhas de cães. (Sl 22, 16-17)
É o mundo, é o céu contra mim! Caio.
Uma nova fúria dos algozes arrasta-me com força.
Ainda assim, do meu coração escorre só amor e compaixão por eles.
Glória ao Pai…
10ª Estação :
É despido
Repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para ver o que cabia a cada um. (Mc 15, 24)
Despem-me com uma fúria capaz de arrancar-me bocados de carne: que dores violentas!
Ser despido em público!
São muitas as risadas de troça.
Sinto que a Mãezinha quer cobrir-me com o seu manto.
Glória ao Pai…
11ª Estação :
É crucificado
Foi crucificado com os malfeitores, um à sua direita e outro à sua esquerda. (Lc 23,33)
Estendem-me sobre a cruz.
Ofereço eu as mãos e os pés para ser crucificado:
É um abraço eterno à cruz, à obra da redenção.
Glória ao Pai…
12ª Estação :
Morre na cruz
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou : «Tudo está consumado.» Depois, inclinou a cabeça e entregou o espírito. (Jo 19, 30)
Faz-se escuro sobre o Calvário.
– Pai, perdoa-lhes, que não sabem o que fazem !
– Pai, meu Pai, até tu me abandonas !
– Meus filhos, tenho sede de vós !
– Minha Mãe, aceita o mundo: é teu !
É filho do meu sangue, é filho da tua dor.
– Tudo está consumado.
– Pai, entrego-te o meu espírito :
é para ti o meu último suspiro.
Glória ao Pai…
13ª Estação :
É deposto no regaço da Mãe
E José de Arimateia tomou o corpo e envolveu-o num lençol limpo. (Mt 27,59)
A Mãe, com Jesus morto nos braços !
Foi o amor que levou Jesus a dar a vida.
A Mãezinha continua a mesma missão de amor :
Amar-nos como Jesus.
Glória ao Pai…
14ª Estação :
No sepulcro
José depositou-o num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. (Lc 23,53)
O amor, unido à graça e à vida divina,
Triunfou sobre a dor e sobre a morte.
Glória ao Pai…
Epílogo
Ó Calvário glorioso ! Ó cruz de salvação !
O sangue irriga a terra :
chuva fecunda, chuva de amor,
que reconcilia o Céu e a Terra !
Está reconciliado o Céu com a Terra !
http://alexandrina.balasar.free.fr/via_crucis_pt.htm
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