Como faremos para que os grandes homens do mundo entendam o que constitui a Vida?
Como semear boas sementes num campo cuja plantação se chama espinhos de egoísmo?
Como caminhar nesta estrada, se o que mais encontramos, são pedras?
Como entender as pessoas que se alimentam dessa forma?
Como falar, mostrar ao mundo a realidade que ele desconhece ou frigidamente vive sem lhe pesar a consciência?
Como fazer entender os homens que têm o coração fechado para a Humildade, Respeito, Caridade e para o Amor?
Como dizer a quem só tem ouvidos para a Ambição, que é preciso esquecer-de de si mesmo?
Como fechar as portas que teimam só se abrirem para o Materialismo?
Como tirar bons frutos deste caminho, se ele não é adubado com Amor, Alegria, Paz, Misericórdia, Humildade e Bondade?
Como?...
As dificuldades são muitas, mas não devemos nos entregar ao desânimo, Jesus nunca desanimou porque Ele acreditou e acredita no homem.
Divulguemos a Sua Palavra, com nosso testemunho de Fé.
"Precisamos de homens que mantenham o olhar voltado para Deus e aí aprendam a verdadeira humanidade. (...) Só através de homens tocados por Deus, Deus pode voltar para junto dos homens".
"Só o Amor pode salvar o mundo".
São afirmações categóricas, urgentes, determinadas, estas de Bento XVI.
Palavras que iluminam e desbravam os caminhos que havemos de percorrer enquanto pessoas crentes, enquanto discípulos do Ressuscitado, enquanto membros vivos de uma Igreja que tem por missão «falar» d'Aquele que é Caminho, Verdade e Vida.
Se «só o amor pode salvar o mundo» então apenas o amor pode salvar a Igreja; então somente a fidelidade à Cruz pode salvar o Homem que somos que queremos ser. Só o amor, sempre ao jeito de Jesus, nos conseguirá transformar em «homens que mantenham o olhar voltado para Deus», em «homens tocados por Deus» para que Ele possa, verdadeiramente «voltar para junto dos homens».
«O medo mata antes antes de se morrer»!
O medo, o medo da Cruz, o medo do que significa sepulcro vazio (vitória da verdade e da vida, vitória da humildade e do despojamento, vitória da simplicidade e da entrega) consegue simplesmente anestesiar a grandiosidade a que somos chamados!
O medo de se ser verdadeira e totalmente de Deus atrasa a redenção, asfixia a liberdade, oprime a justiça, atordoa a força do Espírito em nós!
Medo das «confusões», das multidões, dos «apertos»!!!
De facto, o medo, o comodismo, o «light» em que deixámos cair a nossa fé e a nossa adesão ao Evangelho não consegue trazer Deus para junto dos homens!
Quando se perde a dimensão do encanto e do espanto, da gratidão e da surpresa, estamos, simplesmente, condenados à banalidade, ao «sono», ao epidérmico, ao acessório, deixando fugir a beleza do essencial, do profundo, do «novo», do definitivo, do eterno...
Mas haverá sempre alguém a «gritar» aos nossos «sonos»: «Só o Amor pode salvar o mundo»!
O Voluntariado é uma experiência pessoal muito enriquecedora. Não é preciso muito do nosso tempo útil e da nossa generosidade, para que em troca nos possamos sentir mais preenchidos.
As actividades do Voluntariado pressupõem partilha, altruísmo e energia.
A essência do Voluntariado está dentro de cada um de nós!
“Se não nos ajudarmos uns aos outros, quem o fará?”
Esta frase representa um pouco o nosso estilo de vida… ajudar o próximo. E para isso, não são necessários grandes "espectáculos" ou manifestações vistosas, mas sim coisas simples do dia-a-dia, como um simples sorriso, um simples conselho, um simples carinho, uma simples atenção.
É esta a motivação de ser Voluntário!
Ser voluntário é ser útil, sem esperar recompensas nem compensações. É saber compartilhar o que temos de mais precioso: amor, felicidade, sabedoria, conhecimento, tempo e humildade, sendo por vezes uma bênção do céu.
No momento em que nos predispomos a compartilhar o que temos de melhor com as pessoas, é possível, então, dizer que somos voluntários da grande missão que é a Casa Vidas.
“Grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações” (Vincent Van Gogh).
De acordo com os relatos da época, milhares de pessoas assistiram a um Milagre do Sol, em Fátima, no dia 13 de Outubro de 1917

Devido ao facto dos pastorinhos terem revelado que a Virgem Maria iria fazer um milagre neste dia para que todos acreditassem, estavam presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, segundo os relatos da época. Chovia com abundância e a multidão aguardava as três crianças nos terrenos enlameados da serra. Lúcia assim descreve estes acontecimentos na Memória IV: "Saímos de casa bastante cedo, contando com as demoras do caminho. O povo era em massa. A chuva, torrencial. Minha mãe, temendo que fosse aquele o último dia da minha vida, com o coração retalhado pela incerteza do que iria acontecer, quis acompanhar-me. Pelo caminho, as cenas do mês passado, mais numerosas e comovedoras. Nem a lamaceira dos caminhos impedia essa gente de se ajoelhar na atitude mais humilde e suplicante. Chegados à Cova de Iria, junto da azinheira, levada por um movimento interior, pedi ao povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o terço. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a azinheira.
Lúcia: - Que é que Vossemecê me quer?
Nossa Senhora: – Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas.
- Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc.
- Uns, sim; outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados. E tomando um aspecto mais triste: – Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido. E abrindo as mãos, fê-las refletir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projetar no sol."

Neste momento, Lúcia diz para a multidão olhar para o sol, levada por um movimento interior que a isso a impeliu. "Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, S. José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul." Era a Sagrada Família. "S. José com o Menino pareciam abençoar o Mundo com uns gestos que faziam com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor acabrunhado de dor a caminho do Calvário e Nossa Senhora que me dava a idéia de ser Nossa Senhora das Dores." Lúcia via apenas a parte superior do corpo de Nosso Senhor e Nossa Senhora não tinha a espada no peito. "Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que S. José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora, em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo, com o Menino Jesus ao colo."